♥ postado em 28, julho de 2014 • sobre: Uncategorized

“Você pode ter raízes e asas, Mel”, Jake de Doce Lar.

É, eu passei vinte anos esperando a hora de sair de casa e encontrar meu “destino”, ou o que quer que seja que eu andei buscando durante esses anos. E agora, em outra cidade, sotaque e clima, eu entendo que a cidade não muda a gente, nós que mudamos com o tempo e as experiências que a vida nos dá.

Na primeira vez que eu saí de casa sozinha, eu tinha dezoito anos e não sabia bem o que esperar, conheci pessoas diferentes, lugares ainda mais diferentes, roupas maravilhosas, sotaques bizarros (alguns mais que outros! hahaha), e diferentes formas de ver a vida. Quando eu voltei para casa, descobri que tinha um mundo além de Maceió, que eu queria pertencer a ele. Descobri que o mundo é maior do que eu imaginava, no entanto, menor do que a gente tem medo que ele seja. E mal esperava para descobrir um pouco mais sobre ele.

Dois anos depois, estou aqui, no Rio de Janeiro, vivendo meu maior desafio, meu sonho. Não é fácil, não é como eu imaginei, mas não me decepcionei nem um pouco. A cada dificuldade que passo, me sinto mais forte; a cada vitória, mais realizada; e a cada decepção, mais sábia.

Sinto falta de casa, claro, quem não sente? Minha mãe me acordando com beijinhos para tomar um café delicioso que só ela sabe fazer! Minha sobrinha enchendo meu saco para fazer risoto pra ela, ou minha irmã me chamando para comer besteira;jogar dominó e baralho com minha avó e minhas tias. Comer tapioca nas noites de domingo, ou ir à missa dos Capuchinhos pela manhã, com um sanduíche natural do maravilhoso Guaraná da Praia, e um suco de laranja, gengibre e hortelã. Minha vida em Maceió nunca foi ruim, eu sempre amei tudo que eu tinha, eu só queria ter um pedaço do mundo que ainda não estava à minha disposição.

Eu sempre amarei tudo que eu tive lá, e espero voltar um dia, para o meu Paraíso das Águas, meu cantinho nordestino. Mas vejo meu futuro sendo escrito em outro lugar agora, em outra vibe. Quero trabalho, quero vencer obstáculos e quero conquistar meu lugar nesse mundo, sem esquecer de onde vim, do que já tive, e de cada personagem e tijolo da minha estrada de tijolos amarelos pela frente.

A gente pode ter raízes e asas, sabe? E eu nunca perderei as minhas, nem minhas raízes, ou minhas asas. Os pássaros fazem seu caminho, a cada mudança de estação, mas eles sempre voltam para seu lugar de origem. E essa é a beleza da vida.

Meus dias são repletos de cariocas louquinhos e divertidos que me receberam de braços abertos nessa Cidade Maravilhosa, e eu estarei de braços abertos para os desafios no meu caminho, tanto quanto para as lembranças de onde eu vim sempre estarão comigo, nunca deixando eu esquecer de onde eu vim, e para onde eu quero ir.

Maceió, te amo.
Rio, te amo.
Destino, te amo.
Futuro, estou preparada para você.
Vida, eu te amo, e mal posso esperar por tudo que você colocará no meu caminho.
Deus, esteja sempre comigo.
Amigos, obrigada por fazer minhas dificuldades menos difíceis,
Mãe, continue sendo a pessoa mais incrível que eu já conheci,
Família, continuem assim, sendo maravilhosos e malucos, os amo assim,
E quanto à mim? Bom, juntarei Maceió, Rio, o destino, o futuro, a vida, DEUS, minha mãe, meus amigos, minha linda família e farei o melhor que puder nessa loucura que chamamos de vida.

Bisous,

Mim Plech.

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