♥ postado em 10, julho de 2014 • sobre: Uncategorized

Eu adoro quando um look está todo básico e tem UMA ou OUTRA coisa que se destaca, que o faz diferente. É isso na Moda que me fascina. Esses pequenos detalhes que mostram um pouco mais de quem somos, ou até de quem queremos ser.

As tendências estão aí para ser seguidas, você pode até virar uma fashion victim em um momento, mas garanto, se você decidiu usar aquilo, é por que alguma coisa de você aquilo tinha. Afinal de contas, uma mulher não consegue usar algo que não ache que vá valorizar a sua imagem (mesmo que ela seja a única que se imagine bela na roupa), então fashion victim, até pode ser, mas sem personalidade? NUNCA.

A indústria da Moda é uma das maiores do mundo, no Brasil, chegar a ser o terceiro maior setor da economia, no entanto, ainda existem as criaturas que dizem que Moda é FUTILIDADE, ou PERDA DE TEMPO. Toda vez que eu ouço isso, lembro da maravilhosa Miranda Priesley, personagem de Meryl Streep “explicando para Andy (Anne Hathaway)” que não importa o quanto ela se ache cool ou mais inteligente por não se importar com essas “coisas” de moda, ela está inserida nesse contexto.

“Miranda – Algo engraçado?
Andréa – Não, nada. É que para mim estes dois cintos são iguais. Sabe, eu ainda estou aprendendo sobre esta… “coisa”.
Miranda – Esta “coisa”? Ah, entendi. Você acha que isso não tem nada a ver com você. Você abre o seu guarda-roupa e pega, sei lá, um suéter azul todo embolado porque você está tentando dizer ao mundo que você é séria demais para se preocupar com o que vestir. Mas o que você não sabe é  que esse suéter não é somente azul. Não é turquesa. É “sirílio”. E você também é cega para o fato de que, em 2002, Oscar de la Renta fez uma coleção com vestidos somente nesse tom. E eu acho que foi Yves Saint Laurent, não foi? Que criou jaquetas militares em sirílio. Eu acho que precisamos de uma jaqueta aqui. Então o sirílio começou a aparecer nas coleções de muitos estilistas. E logo chegou às lojas de departamentos. E acabou como um item de liquidação nessas lojinhas de beira de esquina. E foi assim que chegou a você. Sem dúvida, esse azul representa milhões de dólares em incontáveis empregos. E é meio engraçado como você acha que fez uma escolha que te exclui da indústria da moda, quando, na verdade, você está usando um suéter que foi selecionado para você pelas pessoas nesta sala entre uma pilha de “coisas”.”
GENIAL.
Sério, o que mais eu poderia dizer? Não importa o quanto você a ignore, a Moda faz parte da sociedade, e é um indicador dela, seja pro “bem” ou pro “mal”.Há uns anos atrás, você poderia dizer muito sobre uma pessoa através do que ela veste, sua classe social, seus gostos, até uma parte do seu inconsciente. Hoje vivemos em uma sociedade de poucas ou nenhuma barreira, todos são tudo e a Moda não é mais uma lei, é uma mistura, é uma consequência de várias escolhas espalhadas por tempo e lugar. Aquela menina que você viu passando por você na faculdade usa uma calça da Diesel, mas ao mesmo tempo usa uma blusa da Marisa ou da C&A. E aí? Ela tem muito dinheiro ou pouco? Sua calça jeans é básica, mas sua blusa é toda bordada, ela usa batom rosa, mas olhos esfumados bem pretos: Ela é patricinha? Ou é básica? Ou é descolada? Ela é o que quer ser. E é esse o momento em que nos encontramos na Moda.
Recentemente, Karl Lagerfeld nos apresentou um supermercado de estilos, em um desfile da Chanel. Achei uma metáfora bem digna, afinal de contas, hoje nos vestimos quase como numa feira, objetos caros e baratos, escuros e claros, você não precisa definir, sim misturar, bagunçar, imaginar. 
Segundo a minha família, eu sempre fui muito “cabeça na lua”, um defeito aos olhos deles; eu discordo, acho que ser sonhadora, como me vejo, é mais um dom do que um defeito: a imaginação unida ao conhecimento é a chave para grandes descobertas, alegrias e realizações, então espero que você vá ao supermercado e compre um pouco de liberdade, criatividade, diversão e muita personalidade! E vista seu personagem do jeito que seu roteiro do dia mandar, sem regras, leis ou exigências, sendo o mais autêntica possível.
Para todos aqueles que pensam que são inteligentes demais ou tem coisas melhores para se preocupar do que meras roupas, ANDE PELADO…Pois qualquer peça que você escolher, tem um histórico muito maior do que sua cabecinha preconceituosa e “culta” pode imaginar!!!
Bisous,

Mim Plech.

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